I.
Ocupando a mente
Gasto coisas - gasto a mim
Enquanto tento achar pistas
Remotas
De que esse seu sorriso insolente
Seja um pouco por minha causa
Que eu não precise perguntar
Coisas que ecoem contra mim
Tenho tanto cuidado a oferecer
Mas sou ciente do quanto também preciso
II.
Talvez passe
Tem coisas que só existem pra dar vida a versos
E depois vão embora
Como aquelas nuvens escuras
Em fim de dias de verão
Como esses amores que nunca são
III.
Um amigo me disse
Que eu deveria seguir meus próprios conselhos
Mas no fim eu sempre sigo
Eu só brigo um pouco comigo
Nada muito violento
Essas coisas de dialética
Também servem pra monólogos
IV.
Afinal, quantas canecas de café
servem uma mente acesa?
E quantas xícaras de chá
aquietam borboletas imaginárias?
Eu acho que você sabe as respostas
- pra quase tudo-
E não faz tanta questão de responder.
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