quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Casa do Silêncio

I.                   Eu relutei
a geada me atraiu pra fora
E ela brilhava
Sussurrava formas
Feitas de fumaça
E pedaços de fontes incessantes
De sentimentos
Que os vagantes da noite
Esqueceram no gramado frio

II.                E adormeci com o sabor das palavras
Não proferidas
E pensei sobre a distância indizível
Entre nossos pobres corpos
Natimortos
Desejei asas
Negras
- feitas com trabalho em papel e kozo
Que eu poderia encaixar em mim
E planar sobre a vida



III.             Parece amargo respirar aqui
Na casa do silêncio
Por onde patino de meias
Tecendo teias
De tristeza
Com os pés

IV.             Fui mascando os diálogos incontroláveis
Dentro da noite
E das cores lisérgicas
Vivas no céu
Que me acena pela janela discreta
Da sala
Que fica sempre aberta
Caso eu queira levantar voo
Pra um solene encontro estelar
Caso eu queira mesmo

Voar.

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